Pink Narcissus
James Bidgood
Experimental, Ficção : 68’ / Queer, Utopia, Camp, Vanguarda

Um jovem extremamente belo, taciturno e egocêntrico escapa das realidades do seu mundo real através de uma sucessão de fantasias exóticas. Obcecado com a sua própria perfeição, vive num mundo de sonho de cores intensas, música magnífica, trajes elaborados e homens de uma beleza impressionante. Imagina-se como um escravizado romano escolhido pelo imperador, um matador triunfante a derrotar o touro, uma ninfa inocente a brincar na floresta e um rapaz do harém com vestes diáfanas na tenda do xeque. O quarto onde se entrega aos seus devaneios é um refúgio requintado, incrustado de joias. Mas a realidade intromete-se constantemente através das visitas dos seus clientes, dos sons ásperos e desagradáveis das ruas e das vidas depravadas daqueles que as habitam. Clássico incontornável do cinema queer experimental, “Pink Narcissus” é aqui apresentado em cópia restaurada. 

 

QL - Retrospetiva
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/ Detalhes

Ano: 1971

País: EUA

Língua: sem diálogos

Elenco: Bobby Kendall, Charles Ludlam, Don Brooks, Arthur Williams, Don Kvares, Eddie Barton, Larry Rey, Harvey Yerkes, Don Stephens

/ Realização

James Bidgood

EUA


James Alan Bidgood (1933-2022) foi um cineasta, fotógrafo, figurinista, cenógrafo e artista visual e performativo norte-americano, conhecido pelas suas obras altamente estilizadas e homoeróticas. Ativo na década de 1950, as suas fotografias retratam jovens homens nus em cenas fantásticas, entre o sonho e a mitologia, frequentemente numa atmosfera homoerótica. O seu trabalho inspirou fotógrafos como Pierre et Gilles, cujo estilo é muito semelhante, e também David LaChapelle. Escreveu, realizou e produziu “Pink Narcissus”, um filme rodado em Super 8 entre 1963 e 1970 num pequeno apartamento no bairro de Hell’s Kitchen, em Nova Iorque, que foi inicialmente lançado de forma anónima. Faleceu em Nova Iorque na mais absoluta pobreza. 

 


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